ETs enchem o saco no History Channel

sexta-feira, 21 de junho de 2013


Sinceramente eu não entendo o tal do History Channel. Com tanto acervo, tanta matéria interessante para programar, ele insiste à exaustão no tema dos alienígenas, ETs, discos voadores, deuses astronautas e babaquices no gênero.

São miríades de documentários repetitivos e repetidos à exaustão que apresentam pencas de malucos jurando por deus que outras pencas de doidos falam a verdade quando dizem que viram OVNIs ou que foram abduzidos. Isso quando não apelam para a distorção da História na série “Alienígenas do Passado”, atribuindo a construção da pirâmides do Egito e de Stonehenge, só para citar alguns, a extraterrestres. Desenhos maias, egípcios e astecas de criaturas estranhas também viraram a representação de “deuses” que vieram do espaço.

Ontem, em um desses programas, eu assisti ao cúmulo da estupidez: “Destino Orion”, cuja chamada no site diz que “muitas civilizações antigas estavam obcecadas com a constelação de Orion. Seria porque os extraterrestres a utilizavam como um portal estelar, o ‘Stargate’, para entrar no nosso mundo? Neste programa, cientistas e especialistas compartilham suas teorias sobre este gigante celestial.”

É o seguinte: os luminares do tipo Giorgio Tsoukalos (foto) simplesmente querem nos fazer crer que uma tribo indígena norte-americana recebeu a visita de habitantes que se identificaram como sendo originários da constelação de Orion e que os sete povoados dos índios em questão, cuja situação geográfica assemelha-se à disposição das sete estrelas da constelação entre si, foram construídos por orientação extraterrestre.

Ora, não é novidade para ninguém que todas as constelações celestes são apenas fruto da imaginação humana que agrupava as estrelas de acordo com suas aparentes proximidades entre si e magnitude (brilho aparente) e as “batizava” de acordo com suas crenças ou mitologias, nada tendo a ver com sua real posição no universo (Órion, Osíris, Gilgamesh, Ymir, Tsan e Zilikawai são os vários nomes da mesma constelação dados por povos diferentes). Tanto que as estrelas de Orion têm as mais variadas distâncias da Terra, a saber:

Betelgeuse (Alfa): 427 anos-luz;
Rigel (Beta): 773 anos-luz;
Bellatrix (Gama): 250 anos-luz;
Saiph (Kappa): 650 anos-luz;
Mintaka (Delta): 900 anos-luz;
Alnilan (Epsilon): 1340 anos-luz;
Alnitak (Zeta): 800 anos-luz.

Como dá para perceber, a grosso modo, se considerarmos o universo plano (o que encurta as distâncias) as estrelas de Orion mais próximas entre si são Mintaka e Anitak, uma a 100 anos-luz da outra!, sendo que a mais distante da Terra, Alnilan, dista mais de cinco vezes de nós do que a mais próxima, Bellatrix! Portanto, não faz nenhum sentido que um ET venha até nós dizendo-se oriundo de Orion, que é um ajuntamento de estrelas só na imaginação os povos antigos, não representando, de forma alguma um sistema nem uma localização astronomicamente correta.

Como, aliás, não faz sentido que nenhum ET venha até nós de uma maneira geral. Basta olhar para as fuças do seu Giorgio Tsoukalos para perceber que os ETs são embustes que vêm da Terra mesmo: ele é um dos seus representantes.

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5 comentários:

  1. NO meu History Channel nao tem aliens disso. O Meu History Channel bombardeia-me com a Segunda Guerra Mundial, um dia eh Segunda Guerra a cores, outro os espioes, no dia seguinte sao os partisans etc, etc. Aliens neca. Claro, depois tem outros documentarios maravilhosos sobre arte, magnificos, sobre Roma, sobre os templarios etc,etc. O unico alien no recinto sou eu.

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  2. Se esta hipótese politicamente incorreta estiver certa e o rabino Einstein e sua igreja estiverem equivocados - e velocidades maiores do que a da luz puderem ser alcançadas - as impossibilidades de acesso aos astros distantes fundamentadas em medições de distâncias baseadas em anos-luz caducam. Parece que a verdade absoluta da ciência - dogma científico - anda sendo questionada. Vai saber...

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  3. Como?!

    Se é que entendi direito, você admite que velocidades maiores do que a da luz possam ser alcançadas, com o que eu posso até concordar, em teoria e, em certos casos de partículas específicas, na prática, mas tornar isso viável, meu caro, é que são elas.

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  4. É. O dogma einsteiniano declara velocidades maiores do que a da luz impossíveis, pois necessitar-se-ia de energia infinita para atingí-las. Hoje - começou no séc. passado - já há gente de verdadeira ciência - não adoradores de dogmas científicos - a questionar "aszl cumveuça" do cara-da-língua-de-fora: http://iopscience.iop.org/0264-9381/11/5/001

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  5. E=mc2 não é um dogma! Até que se prove o contrário, ela está em plena vigência.

    Outra coisa: o ponto não é esse. O absurdo maior do programa foi dizer que um ET se orienta pelos mesmos parâmetros que os mais antigos habitantes da terra e não por parâmetros cosmológicos reais.

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