Aí há um erro de interpretação do que seja igualdade, porque embora praticamente todas as constituições afirmem que “todos são iguais perante a lei”, homens e mulheres são bastante diferentes entre si, tanto que há leis específicas para uns e para outras. Alguém contesta?
Eu já disse aqui e repito: não sou contra a união de pares de homossexuais e nem que eles tenham os mesmos privilégios legais de casais heterossexuais. O que não pode é se inventar absurdos com o pretexto de legitimar essas uniões. Casamento é coisa entre homem e mulher e não é só uma questão semântica.
O mesmo raciocínio pode ser aplicado no caso dos abortos, onde o maior empecilho parece ser a discussão interminável sobre quando começa a vida, se na fecundação, após o parto ou durante algum período específico desse intervalo de nove meses entre uma e outro. Puro sexo dos anjos. Aborto é assassinato em qualquer circunstância. Resta apenas decidir, sem firulas, em que situações ele será legalizado. Afinal, assassinatos legais já são previstos na Constituição vigente:
Art.5º - Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e a propriedade, nos termos seguintes:
XLVII - não haverá penas:
a) de morte, salvo em caso de guerra declarada, nos termos do art. 84, XIX;
Querem legalizar essas uniões? Então que criem leis específicas para tal e batizem-nas como quiserem, mas não as chamem de casamento e nem tampouco tentem destruir uma instituição milenar para, sobre os escombros, inventarem uma nova ordem natural das coisas.

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