Coloquialismo tem limites

terça-feira, 17 de setembro de 2013

Quem pariu Mateus que o embale, e já que eu comecei com essa minha implicância com a assiduidade dos absurdos gramaticais divulgados pelos meios de comunicação, vou continuar com mais dois, de ontem.

O primeiro foi dito por Mateus Solano, na pele da bichona que interpreta na novela. Não é que o cara me saiu com um “ao em vez”? Pombas, ou é “em vez” ou “ao invés”, mas com um detalhe: “em vez” indica substituição enquanto “invés” é um substantivo que quer dizer contrário e portanto só deve ser usado quando houver uma oposição real entre determinada coisa e outra.

O segundo foi dito no programa Roda Viva pelo entrevistado Sebastião Salgado, aquele fotógrafo que adora retratar a miséria, que mandou ver um “pra mim fazer”. Quiuspariu!, de tanto fotografar índio miserável o cara assimilou até o modo de falar deles.

E toca o bonde.

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