Como era de se esperar, Toffoli decidiu ontem, na calada da noite, arquivar o inquérito policial sobre denúncia de que Sir Ney teria se beneficiado de informação privilegiada para sacar R$ 2 milhões do Banco Santos, do seu amigo Edemar Cid Ferreira, na véspera da decretação de intervenção do Banco Central. O ministro deixa claro, em sua decisão, que nem sequer houve crime.
O criminalista Antonio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, demonstrou que Sir Ney de Curupu não praticou a irregularidade que lhe era imputada.
Será que algum cidadão de bem teria coragem de contratar Kakay para defender uma causa? Se eu fosse um juiz e estivesse frente a frente com um cara que é amigo e advogado do Dirceu, defende Sarney e agora o doleiro Youssef, entre outros marginais da mesma estirpe, de cara já desconfiaria do réu. E não se trata de prejulgamento, mas sim de uma constatação, primeiro pela composição tão “exclusiva” da clientela de Kakay, depois, pelo dinheiro que o réu teria que ter à sua disposição para contratar o dito cujo - nunca menos de cinco dígitos - e, muito provavelmente, para tentar - e conseguir, na maioria das vezes - comprar quem lhe convém.


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