O museólogo Pedro Xexeo, em um documentário na TV, resolveu apresentar as mais belas obras - segundo ele - da exposição permanente do Museu Nacional de Belas Artes, da qual ele é curador. Em ordem cronológica, ele começou com um quadro de Taunay, “Floresta reduzida a carvão”, porque “é um documento que aborda um problema atual”, que seja, o desmatamento. Depois seguiu com um de José Correia de Lima, “Retrato do intrépido marinheiro Simão, carvoeiro do vapor Pernambucana”, por causa de alguma coisa relacionada com negros, assim como o quadro seguinte, que mostrava negros combatendo na Guerra do Paraguai.
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| Correia de Lima |
Bom, eu entendo como belo, um quadro que seja agradável, bem pintado, harmonicamente composto e equilibrado. Em nada importam quais tenham sido os motivos que levaram o artista a pintá-lo e, muito menos, quais as interpretações que críticos porraloucas inventam para valorizar ou depreciar uma obra.
No caso citado, nenhum dos quadros ditos como “belos” por Pedro Xexeo são dignos de qualquer relevância, sendo que o de Taunay, que até tem coisas boas, é um monumento ao desequilíbrio.
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| Taunay |
Logo em seguida, Xexeo queimou etapas e mencionou que iria mostrar as obras de Cândido Portinari e Tarsila do Amaral. Gelei. Mudei de canal ao deparar com um auto-retrato horroroso da pintora, uma comunista que passou grande parte da sua vida na Europa torrando a fortuna que herdou, e antes que mostrassem o indefectível e igualmente horroroso “Café”, do também comunista Portinari.
| Tarsila |
Nem nas Artes essa gentinha com a cabeça impregnada de titica dá sossego!
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| Portinari |




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