“Getúlio”, o filme: Não vi e não gostei

terça-feira, 3 de junho de 2014

Tony Ramos como Getúlio
A começar pela propaganda televisiva que diz que Getúlio Vargas foi “presidente da República” por 15 anos. Se ela se refere ao período 1930 - 1945, é enganosa, porque, na verdade ele foi um ditador que governou o Brasil através de golpes atrás de golpes, que começaram quando liderou a Revolução de 1930, ao depor Washington Luís e impedir a posse do presidente eleito, em 1 de março de 1930, Júlio Prestes, e só terminou quando foi deposto em 29 de outubro de 1945.

Na realidade, Getúlio só foi presidente desde quando tomou posse em 31 de janeiro de 1951, após ter sido eleito pelo povo - idiota faz tempo -, até suicidar-se em 24 de agosto de 1954. Foram três anos e meio de mais “mar de lama”. Governou o Brasil por intermináveis 19 anos.

Depois, como eu previra, segundo comentários o filme “é um acinte a serviço de uma agenda política”, como observou Alexandre Borges:

“‘Getúlio’ é uma peça de propaganda ideológica dissimulada, com uma leitura muito particular e ideológica da história do Brasil, que faz escolhas que tentam recontar a época torcendo episódios para que se encaixem na narrativa que interessa ao diretor e aos patrocinadores do filme.”

Leiam a crítica completa de Alexandre Borges sobre “Getúlio” em “A direita matou Tony Ramos”.

P.S.: Getúlio Vargas foi inscrito no Livro dos Heróis da Pátria, em 15 de setembro de 2010, pela lei nº 12.326. É mole?

Subscribe your email address now to get the latest articles from us

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Observação: somente um membro deste blog pode postar um comentário.

 
Copyright © 2015. Vanguarda do Atraso.
Design by Herdiansyah Hamzah - Distributed By Blogger Templates
Creative Commons License